Por: Guilherme Reginatto | 06/11/2018

Começo a ter a sensação de que no futebol brasileiro, treinar faz mal. Quando a fase não é boa, clubes, técnicos e jogadores vivem usando a desculpa de que “não tem tempo pra treinar”, mas vejamos, essa temporada tem mostrado que tempo livre não é sinônimo de evolução. Pelo contrário. O Flamengo, por exemplo, depois da parada da Copa piorou. O Galo foi um dos primeiros times a ter apenas o brasileirão como meta, vai de mal a pior.

Cruzeiro foi campeão da Copa do Brasil disputando três competições ao mesmo tempo e o Palmeiras deve vencer o brasileirão praticamente sem tirar folgas. É fato: ter tempo para treinar, pelo menos aqui no Brasil, não é certeza de melhora no rendimento. Em muitos casos, inclusive, o rendimento cai. E isso nos faz acender um alerta: é preciso repensar a metodologia de treinamento aplicada por aqui. Não basta ter bons jogadores, é preciso saber fazê-los jogar.

Que virada

No domingo (4) acompanhei de perto a partida entre Guarani e União de Taió pelas quartas de final da Liga Riosulense, que terminou com a vitória dos taioenses por 2 a 0 e classificação para a semi em pleno Alfredão depois de ter perdido o jogo de ida por 3 a 2. O primeiro ponto a destacar é a presença em maior número da torcida do União mesmo sendo visitante. Em segundo lugar o comprometimento tático defensivo do União fez com que o Guarani trocasse muitos passes mas tivesse pouca efetividade. E o terceiro ponto é a capacidade de decisão de alguns jogadores do União, o time de Taió teve três chances claras de gol, matou duas. Para o Guarani o sentimento que fica certamente é o de frustração. Eliminado em casa tendo um dos maiores investimentos da competição e um elenco de dar inveja a muito time que disputa a série C do Catarinão. Para o União, uma vitória que dá moral e coloca o time como forte candidato na briga pelo caneco.

Adeus, monstro!

Depois de anunciar a aposentadoria da seleção brasileira, Falcão, o maior craque da história do futsal, vai pendurar o tênis ao fim da temporada. Aos 41 anos ele deve cumprir os jogos que ainda tem com o Magnus e então encerrar a belíssima carreira. Eu, particularmente, devo um título irlandês de futsal a ele. A história é mais ou menos assim: quando eu tinha 17 anos e vestia a camisa de Rio do Sul, tive a oportunidade de enfrentar Falcão (então jogador da Malwee) em um amistoso em Braço do Trombudo (na verdade eu fiquei o jogo todo no banco de reservar, mas estava em quadra, à disposição do treinador! Hehe), um tempo depois, aos 23 anos quando cheguei na Irlanda para um período de intercâmbio, mandei um email para o time de futsal local.

Na mensagem escrevi: sou brasileiro, jogava futsal no meu país e inclusive já enfrentei o craque Falcão. A isca foi mordida. Em questão de minutos recebi um retorno. Queriam fazer um teste comigo. Quando cheguei no ginásio, a primeira coisa que me perguntaram foi: “você que é o rapaz que já enfrentou o Falcão?” Sim! Eu respondi. Entrei para o time, ficamos campeões nacionais e fomos disputar uma UEFA Futsal em Gotemburgo na Suécia, uma experiência inesquecível. Obrigado Falcão!

Por falar em despedida…

Um dos maiores nomes do MotoCross brasileiro, o popular Chumbinho Becker, irmão do grande amigo Elton Becker, anunciou a aposentadoria das pistas. O piloto que vive em Joinville, é um dos ícones da modalidade no Brasil com 27 títulos brasileiros na carreira. Já com mais de 50 anos de idade, Milton Becker encerra a carreira iniciada aos 16 com a marca de piloto que mais tem títulos no MotoCross nacional.