Por: Guilherme Reginatto | 05/02/2019

A ida de Ganso ao Fluminense evidencia o desprestígio do jogador frente ao mercado. Com todo respeito ao Flu que tem uma história linda no futebol brasileiro, mas convenhamos, em termos de mercado, hoje o tricolor das laranjeiras não está na vitrine. Não é novidade para ninguém que o Fluminense vive tempos de crise financeira e não tem poderio para brigar por grandes contratações. O próprio Ganso nunca tratou o Flu como primeira opção, acontece que ninguém o quis. Tentou cavar uma vaga no Santos, foi rechaçado por Sampaoli. Quis voltar ao São Paulo, mas o clube preferiu Nenê. Palmeiras, Corinthians, Flamengo, Galo e Cruzeiro nem cogitaram a contratação. Nem mesmo o Amiens que é um Goiás da vida na França e briga pra não cair na Ligue 1 quis seguir com Ganso (ele era reserva lá, aliás). O Sevilla esperou até o último minuto do fechamento da janela pra ver se alguém se interessaria, pois o único a levantar a mão foi o Flu. Virou refugo, Ganso foi praticamente dado ao clube carioca.

Bom para o Fluminense, que não tem nada a ver com isso e aproveitou pra trazer um cara que ainda tem nome, pelo menos para a torcida. O salário inicial será de R$ 250 mil, R$ 100 mil acima do teto tricolor, mas bem abaixo do que Ganso imaginaria. Torço por ele, considero um dos jogadores mais inteligentes que o Brasil produziu nos últimos anos, uma pena ser tão “preguiçoso” em campo. Talvez o Flu seja o lugar ideal para um recomeço. Pode dar certo. O que a torcida tricolor fez na recepção do meia foi de arrepiar. Quem sabe esse apoio possa se converter em motivação e ele volte a encantar os fãs de futebol. O fato é que chegamos ao ponto de ver um craque tido como o “novo Zidane”, “melhor que Neymar”, “futuro melhor do mundo”, ser (ainda jovem) descartado por quase todo o mercado do futebol, que bom que o Flu ainda acredita. Repito, pode dar certo, tomara que dê.

Encaixou?

A atuação do Flamengo diante da Cabofriense empolgou a torcida. O time triangulou o tempo inteiro e usou muito bem os dois lados do campo. Apesar disso ainda é cedo pra dizer que o time ta pronto. O Fla tem na defesa/laterais o seu calcanhar de Aquiles. Quando enfrenta um time que só se defende, como no jogo de domingo, se sobressai, afinal o ataque é o ponto forte rubro-negro. Porém se enfrentar um adversário com poder de fogo o Fla pode se complicar. A defesa ainda precisa ser mais testada. O time evoluiu, é verdade, mas ainda é preciso ter calma.

Super Bowl

Confesso que não acompanho a NFL, não sou fã de futebol americano e por isso mesmo durante o jogo preferi não postar nada nas minhas redes sociais. Não gosto de me apropriar de um conhecimento que não tenho só porque o tema está em evidência. De qualquer forma fiz questão de assistir ao jogo por um único motivo: o evento! Convenhamos, os americanos sabem como fazer um espetáculo. A cobertura é simplesmente sensacional. Tudo é minuciosamente planejado e perfeitamente executado. São centenas de câmeras que não deixam um detalhe sequer escapar aos olhos dos mais de 100 milhões de expectadores em todo o mundo. O Mercedez-Bens Stadium também é um show à parte. A capacidade dos caras de transformar uma final em verdadeiro espetáculo midiático faz valer à pena cada minuto da audiência, mesmo por pessoas como eu, que não tem o Futebol Americano na lista dos esportes favoritos.

Evento beneficente

O pessoal do Guarani do bairro Progresso ta organizando um campeonato de futebol de campo para arrecadar fundos e reparar a sede do clube que foi destruída por um vendaval no ano passado. A sede servia como base para várias ações comunitárias que de momento estão paradas. O campeonato ainda serve como preparação para o municipal de Rio do Sul que acontece ainda no primeiro semestre. Informações com Orli no fone 98900-2199.