Por: Elisiane Maciel | 01/11/2018

As eleições acabaram. A mudança na Câmara, Assembleia e presidência já aconteceu. Mas a discórdia e a desavença permanece entre os eleitores. Votantes do partido “A” agridem incansavelmente o partido “B”, e o partido “B” faz a mesma coisa com o “A”. E é só isso que toma suas timelines o dia todo, o tempo todo. Gente se agredindo, falando palavrões, amizades sendo perdidas, familiares brigando… Realmente, é lamentável.

Agora, indiferente em quem você votou, precisamos estar em cima dos candidatos para cobrar que as promessas saiam do papel. Ainda existe o extremismo dos dois lados, mesmo agora depois do fim das eleições. O que não é nada bom. Indiferente de quem você votou, esse é o momento de todos se unirem. Formar guerras dentro de um próprio país, brasileiro contra brasileiro, não vai nos levar à lugar nenhum.

Sabemos que nem o candidato do PT, nem do PSL atendiam todas as expectativas, ou eram perfeitos. Cada um em sua particularidade não agradava alguém em algum quesito. Mas mesmo que o Haddad fosse um candidato bom, o valor do partido infelizmente estava em descrédito por muita gente no Brasil, seja pela corrupção, por impostos altíssimos, ou pelo desgaste de tantos anos no poder e o país caminhando conforme a gente sabe que estava. Não podemos ser cínicos agora e dizer que estávamos sendo comandados por pessoas certas, ou dizer que o Brasil estava bom para se viver. Mas também não podemos concordar em dizer que com o Haddad seria pior ou melhor, porque não teria como prever. E o mesmo vale para o Bolsonaro.

Apesar de todos os defeitos de cada um, ainda tenho esperança que nosso grande Brasil entre nos eixos e passe a dar alegria novamente aos nossos brasileiros. Eu tenho esperança de se sentir segura novamente nas ruas, sem ter medo de ser estuprada, morta ou agredida. Sei que muita gente vai me dizer, com esta coluna, que a partir de agora as coisas vão piorar, principalmente para o lado das mulheres. Mas agora, como já falei, as eleições acabaram, não haverá terceiro turno, a decisão foi tomada e nosso novo presidente está aí. Ficar se remoendo ou desejando o mau para a nossa sociedade, não vai ajudar. Repito, somos todos brasileiros, não somos nem Haddad nem Bolsonaro, mas sim, juntos, uma grande nação, que tem força, que tem sonhos e que agora, pode ter uma chance de conquistá-los. E se isso não acontecer, temos as ruas para protestar, assim como quando aconteceu com o Impeachment da Dilma. O povo conseguiu, foi às ruas e tirou. Para alguns foi golpe, mas acredito que a maior força foi do povo, que remangou as mangas e saiu protestar por seus direitos. Claro que piorou com o Temer, mas foi uma forma de mostrar que nós, nação brasileira, temos nossa força. E que assim como a Dilma, o Bolsonaro também pode cair se não atingir as expectativas que causou.

Agora, foi feito a renovação na presidência e a gente sabe que não foi só lá. Esse será o momento de avaliarmos juntos se a mudança valeu a pena. Se foi boa ou ruim para o Brasil. Sinto que o brasileiro está com muita fé, não em sua totalidade, mas na maioria, e espero, que nenhum dos candidatos eleitos ou reeleitos, tirem essa esperança que a população está sentindo, depois de tanto tempo. Se vai ser bom ou ruim, somente os próximos anos poderão nos dizer. Mas peço, e rezo, que enquanto isso, acabem as divisões por política e partido, e que voltemos a discutir sobre o futuro de nosso país, juntos e com pensamentos de paz!