Por: Elisiane Maciel | 02/08/2018

Dinheiro… Mulheres… Dinheiro… Mansões… Automóveis…” Inicio hoje com a clássica frase de um personagem, dono de restaurante, do desenho animado “Pica Pau”. Um desenho infantil mas que retrata muito bem a ambição em determinados capítulos. Até mesmo o próprio personagem principal, que por muitas vezes está obstinado a conseguir dinheiro, custe o que custar.

Infelizmente essa é a realidade de muitos hoje em dia. Não vou me eliminar desse grupo não. Às vezes peco muito em relação a isso. Às vezes deixo que o próprio dinheiro me prejudique na vida pessoal. Mas é justamente por isso, que vou tentar te ajudar também.

Que o dinheiro é necessário em nossa vida, ninguém questiona. É claro que é! O fato, é que muita gente acredita que ele é a fonte do sucesso e da felicidade. Mas a verdade é que dinheiro não é tudo. É claro que ajuda. Mas não traz felicidade, nem mesmo saúde. Ele pode facilitar alguns aspectos, mas não tudo. O que não podemos é se tornar escravos dele.

A ambição é essencial para atingir objetivos, mas não se pode ter aquela ambição exagerada por dinheiro. Eu sempre incentivo à lutar pelos objetivos, pelo sucesso, mas essa luta não pode se tornar uma obsessão. Especificamente quando se refere a ficar rico ou “acumular grana”.

Vamos entrar em uma questão específica: o problema que o dinheiro traz para relacionamentos. Se você é casado (a) com alguém tão ambicioso quanto você por dinheiro, de duas uma: ou vocês vão se matar por ele ou vão conseguir reunir fortunas. Que, por sua vez, não serão aproveitadas porque vocês pensarão em ter mais e mais, a acumular e nunca conseguirão desfrutar do mesmo por falta de tempo, pois o tempo servirá exclusivamente para ganhar grana. Outra situação, se você não liga muito para o dinheiro mas seu cônjuge sim, seu relacionamento não vai dar certo. A pressão será tanta em cima de você que vais desistir da relação. Agora se vocês dois lutam para atingir os objetivos, com consciência em alcançar um padrão, é outra história. Você tem uma meta que com esforço será atingida mas que não vai te tornar escravo em adquirir dinheiro.

Sobre o dinheiro na família, é outro problema. Até porque ele vem com mais necessidade ainda quando você tem filhos. As contas são bem maiores e a sua responsabilidade de sustentar outras pessoas aumenta também. Nesse caso, a falta dele pode até ser grave. Motivo até mesmo de suicídio como se pode acompanhar com frequência atualmente.

A verdadeira questão é: afinal, o dinheiro é bom ou ruim? Não sei nem como responder. Mas acredito que, sim ele é ótimo se bem utilizado. Mas não, ele é péssimo quando você passa a viver por ele.
Separei alguns questionamentos que você deve fazer a si mesmo frequentemente para evitar a escravidão ou até mesmo endividamento financeiro. A primeira questão é: sempre que você pensar em comprar algo, indague a si mesmo se adquirir aquilo é justo com seus objetivos atuais, se é realmente necessário, ou se você terá condições de gastar dinheiro com aquilo, para que o mesmo não te falte depois. Sempre que comprar algo, verifique se essa compra é coerente com seus objetivos e finanças à médio e longo prazo.

“Comprar o que você não precisa, com um dinheiro que você não tem, pra impressionar quem você não gosta”, frase que retirei de um plano motivacional de “Jô Furlan” e que retrata exatamente a situação acima. Às vezes você nem precisa de tal coisa, mas para impressionar outra pessoa ou até mesmo por questão de status, você acaba adquirindo sem ter se questionado antes se era preciso ou não. Pode ter sido pelo carro novo, a roupa nova, uma promoção ou aquisição diferenciada, uma dívida de anos por impulso. Um empréstimo só para ter dinheiro no bolso. Muitas vezes são coisas que nunca nos fariam falta, mas nosso ego de mostrar às pessoas que em nossa vida questionaram nossas capacidades e talentos, é maior que nosso raciocínio. A gente acaba desejando que essa pessoa saiba que estamos conseguindo, ao invés de pura e simplesmente celebrar a realização com aquelas pessoas que amamos e acreditam em nós.

Meu espaço aqui é curto mas o fato é: planeje-se! Se você quer ficar rico, tudo bem! Fique rico! Mas não deixe que o dinheiro te consuma a vida. Não deixe de amar sua família por falta de tempo na agenda. Não deixe que a luta por dinheiro te faça deixar seguir a vida sozinho. Na vida não somos nada sem pessoas que amamos ao nosso redor. Consiga seus objetivos e causas. Se você quer comprar uma nova casa, se planeje e compre! Mas não meta os pés pelas mãos e não prejudique as pessoas ao seu redor por essa causa.

Depois que você trabalhar uma vida toda para conseguir o dinheiro, ficar velho e doente, por vezes sozinho, de que adiantará? Aproveite sua vida hoje! Se quer acumular riquezas, ótimo! Só não deixe de viver. Mande no seu dinheiro. Não deixe que ele mande em você e nas pessoas ao seu redor. E outra, se você vive em um mundo de riquezas que não pertence ao seu, desista. O status que você cria hoje vai te matar amanhã.