Por: Cláudio Prisco Paraíso | 05/02/2019

A esquerda foi varrida do poder Executivo em outubro. Os esquerdistas também estão fora do comando do Legislativo. O notório Renan Calheiros, com o apoio dos canhotos, quase voltou ao poder. Mas perdeu.

A última trincheira da turma do contra agora é o Judiciário. Especialmente, o STF. Além de poder interferir nas reformas estruturais, que devem ser aprovadas no Congresso, o Supremo também definiu uma pauta de interesse dos esquerditas. A possibilidade de prisão depois da condenação em segunda instância, que levou tantos ilustres senhores ao xilindró, inclusive Lula da Silva, pode ser revista.

A sociedade brasileira votou na mudança. O Executivo e o Legislativo não estão mais sob o comando do PT e aliados. A próxima fronteira é o STF.

Dias Toffoli já deu o recado de como pode agir. Ele proibiu o voto aberto para a eleição à Presidência do Senado. Foi um dos fatos que quase levou Renan Calheiros novamente ao comando do Congresso!

O que importa
O ministro Sérgio Moro apresentou o pacote anticrime. A proposta endurece contra a bandidagem. Importante observar como reagirão, e votarão, os deputados e senadores.

Contraponto
Renan Calheiros quase foi eleito presidente do Senado, pela quinta vez. Ele seria o contraponto a Sérgio Moro. A prisão em segunda instância é hoje um dos grandes pavores da classe política. Moro a defende. Renan, a rechaça!

Mais embaixo
Aliados de Jair Bolsonaro fizeram a presidência da Câmara e do Senado. A turma governista, contudo, ainda não teria maioria para aprovar as reformas constitucionais.

Consistência
Os parlamentares que recém assumiram os mandatos agora têm uma oportunidade de ouro. Seja na Câmara, no Senado ou na Assembleia: apresentar projetos relevantes e votar de acordo com os anseios da população. A conferir.

Bastidores
Os bastidores da sessão inaugural da 19ª Legislatura da Assembleia Legislativa foram dominados pelo pedido de CPI da Ponte Hercílio Luz, que já conta com 13 das 14 assinaturas necessárias, e pela disposição de líderes do PSD de reverter os aumentos de ICMS, principalmente sobre a cesta básica.

E o PSL?
“Assinei no dia da diplomação”, confirmou João Amin (PP), referindo-se ao pedido de CPI capitaneado pelos deputados Bruno Souza (PSB) e Jessé Lopes (PSL). “Falta a última assinatura, mas dois do PSL ainda não assinaram, o Ricardo Alba e o Coronel Mocellin”, informou Jessé.

Dividida
A bancada do PSL está dividida. Sobre a CPI da Ponte e também sobre outros assuntos. A conferir os desdobramentos.