Por: diario | 15/10/2016

Sindréia Nunes

Neste fim de semana inicia o horário de verão, quando à meia noite de sábado os relógios devem ser adiantados em uma hora. A medida é considerada essencial para o sistema de abastecimento elétrico brasileiro, já que apresenta um percentual significativo na redução do consumo. Para se ter uma ideia, somente no Alto Vale a economia gerada  é como se a cidade de Petrolândia não consumisse energia elétrica durante todo o período do horário de verão.

O horário de verão 2016/2017 inicia à 0h deste domingo (16) e segue até à 0h do dia 19 de fevereiro do ano que vem. No período o Governo Federal estima que irá economizar R$ 147,5 milhões. “Para o setor elétrico brasileiro o horário de verão é uma necessidade”, afirma o chefe da Agência Regional da Celesc de Rio do Sul, Manoel Arisoli Pereira. Isso porque durante este período as centrais elétricas registram uma redução média de 5% da demanda, que seria o horário de maior pico do consumo de energia, que acontece das 18h às 21h. Além disso, os quilowatts hora consumidos também têm uma redução de 0,5%.

Manoel explica que a redução para o Alto Vale é como se cidade de Petrolândia deixasse de usar energia elétrica durante os quatro meses do horário de verão. Já em nível de Brasil, a diminuição do consumo pode ser comparada a capital Brasília. Ele esclarece ainda que essa redução ocorre devido ao aumento de luminosidade durante o dia, ganho obtido com o adiantamento de uma hora. Sendo assim os horários de acendimento da iluminação pública e o período em que o trabalhador comum chega em casa –a partir das 18h– não coincidem, resultando então na diminuição do consumo durante o horário de pico.

Com isso o chefe regional conta que a demanda acaba sendo diminuída e não há a necessidade de utilizar fontes de energias mais caras como termoelétricas. “Todo o setor elétrico ganha nessa questão do horário de verão”, acrescenta. Para o consumidor final, porém, essa diminuição não é sentida, mas caso não houvesse o horário de verão poderia haver alterações nas bandeiras tarifárias da fatura de energia que hoje operam no verde, mas poderiam passar para o vermelho e assim aumentar o valor da conta de luz.

Durante o período mais quente do ano, o chefe regional lembra que sempre existe um acréscimo no uso de energia elétrica por conta da utilização de condicionadores de ar, ventiladores e outros mecanismos usados para a refrigeração de ambientes. “O horário de verão faz com que parte desce crescimento seja incorporado com a redução da demanda. Ou seja, se o consumo é aumentando em 10%, metade já é incorporada por essa redução de 5% que se tem pela mudança”, explica Manoel.

Brasil

No Brasil nem todos os estados aderem ao horário de verão. Atualmente as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste são as que adiantam os relógios. Manoel explica que o Norte do país não faz a mudança porque é atendimento por um sistema de energia isolado e lá o consumo é muito menor. “A região Nordeste fica fora porque em relação a posição do sol, eles não teriam ganho nenhum, por isso o governo brasileiro não opta por incluir a região Nordeste”.

O horário de verão foi instituído pelo Governo Federal da década de 1930, no mandato do então presidente Getúlio Vargas. Por um determinado período a medida foi suspensa, mas em 1985 o horário diferenciando no período mais quente do ano no Brasil foi retomado. A escolha do horário de verão segue uma lei que determina que o período deve iniciar na terceira semana de outubro e terminar na terceira semana de fevereiro. Caso o final de semana coincida com o Carnaval, daí então o horário de verão é estendido por mais sete dias.