Por: diario | 04/04/2018

A Associação de Tênis de Mesa Pouso Redondo (Atemepre), conquistou no último fim de semana um resultado inédito, o maior dos seus quase 11 anos de história. A equipe foi Vice-Campeã Geral da Copa Brasil, realizada em Concórdia, entre os dias 29 de março e 1° de abril, reunindo cerca de 400 atletas olímpicos e paralímpicos de 60 clubes do país.

O clube de Pouso Redondo viajou com 21 atletas e conquistou 26 medalhas, ficando atrás apenas de São Caetano do Sul (SP). “O nosso projeto vai completar 11 anos em julho e esse foi o maior resultado. Foi o mais relevante porque a gente ficou em segundo lugar como equipe em um evento nacional”, comentou o coordenador e técnico da Atemepre, Vinicius Grünfeldt.

Anualmente são realizadas quatro edições do evento, que é o principal do calendário nacional ao lado do Campeonato Brasileiro, ambos organizados pela Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM). “A satisfação é grande, pois a gente sabe que quanto mais abrangente o projeto fica, os atletas também são valorizados profissionalmente. O clube vai sendo mais respeitado e valorizado. Mas, ao mesmo tempo, as coisas vão ficando mais difíceis também, as pessoas já passam a conhecer nossos atletas e nosso jeito de trabalhar e as outras equipes se preparam mais para nos enfrentar”, disse.

De acordo com o coordenador, com a experiência da Copa Brasil, além de o clube alcançar um resultado que foi importante, esta foi a maior delegação que a Atemepre já levou à um evento nacional. “Nós oportunizamos a muita gente experimentar esse ambiente nacional, ter experiência de jogar também numa competição ao lado de atletas de outros estados que atuam e se comportam de maneira diferente. Nesse sentido foi muito significativo, porque a gente expandiu a experiência, ampliou a visão de alguns de nossos atletas, e além disso, eles conseguiram ganhar medalhas”, ressaltou. E continuou dizendo que “isso motiva e fomenta que eles participem novamente e que queiram buscar os resultados. Essa é a função do projeto, alimentar esses sonhos nas crianças e mantê-las focadas em um objetivo, e através de um esporte é melhor ainda”.

Ele disse ainda que apesar de a sensação ser boa, conforme o trabalho vai ficando profissional, às vezes a emoção fica para momentos mais específicos, como em um jogo que o clube sai vitorioso, um ponto que foi mais difícil ou na trajetória de um atleta que treinou muito, se esforçou e teve a recompensa. “A emoção mesmo, aquilo que mais toca a gente fica para momentos mais específicos”, completou Grünfeldt.

Os atletas agora preparam-se para a 2ª Etapa do Campeonato Estadual, que acontece em Joinville nos dias 18 e 19 de maio.

“Nossa meta no Campeonato anterior era ficar entre os quatro melhores e acabamos ficando em quinto. Foi uma etapa bem peculiar, e a gente espera estar entre os três ou quatro agora neste ano e melhorar o resultado”, comentou.

Diamantes do Futuro

A atleta da Associação, Laira Silva, de 12 anos, foi convocada para participar de um treinamento para o projeto chamado Diamantes do Futuro, que é realizado pela CBTM.

De acordo com Vinicius, a CBTM reúne de quatro à cinco dias, cerca de 16 atletas do país, com idades de 11 à 15 anos. Com os técnicos das Seleções Brasileiras de base, eles desenvolvem um trabalho nesse período.

“Os atletas ficam treinando em dois períodos com o objetivo de criar integração entre eles, e aperfeiçoar a parte técnica, fazendo um acompanhamento paralelo e intensivo, para que quando eles representarem a Seleção Brasileira, eles tenham um desempenho melhor”, explanou.

Sobre a Atemepre

A Associação hoje possui uma diretoria e conta com membros da comunidade e pais de atletas. Vinicius trabalha como coordenador e técnico, e a Leontina Scoz, a Tina, que é acadêmica de Educação Física, e é estagiária, atua como técnica também. Hoje a Atemepre tem cerca de 80 atletas.

O Centro de Treinamento está em novo ambiente e endereço, com um espaço seis vezes maior que o anterior.

“A gente tem melhorado muito. Mudamos de espaço, ainda não conseguimos o número de mesas que desejávamos, mas mesmo assim já tivemos um resultado de atendimentos melhor que do ano passado. Então eu penso que esse ano vamos bater o recorde de atletas e atendimentos da nossa história”, disse.

O coordenador contou que a Associação tem o apoio da prefeitura e quanto às demais despesas, o clube sobrevive de iniciativas privadas, que pagam os salários dos técnicos. Muitas despesas de viagem são divididos entre recursos da Atemepre e também dos próprios atletas, como alimentação.

“Aí dependendo da competição e do planejamento a gente faz uma receita extra, um evento, alguma ação para levantar recursos”, concluiu Vinicius.

Elisiane Maciel

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