Por: diario | 27/06/2019

Até o dia 5 de julho, moradores de Atalanta que foram atingidos pela enxurrada de março deste ano e que já fizeram o cadastro junto a Defesa Civil, podem comparecer na Secretaria Municipal de Agricultura, anexo ao Parque Mata Atlântica, para encaminhar a documentação para o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

De acordo com o técnico agrícola, Jaime Senem, que está auxiliando a Defesa Civil de Atalanta, disse que a documentação de agora é para comprovar a necessidade do saque. “A gente fez um cadastro na Caixa no início do ano, para contabilizar as residências atingidas pela enxurrada e agora a gente está juntando a documentação do pessoal, para comprovar que eles têm o FGTS para sacar e que eles residem no local que foi atingido”.

A documentação inclui os comprovantes de residência, que devem ser dos 120 dias anteriores da enxurrada. “O pessoal que se cadastrou anteriormente a gente orienta que procure a Secretaria de Agricultura, trazendo os documentos pessoais de RG, CPF, Carteira de Trabalho e também os comprovantes de residência do mês que ocorreu o evento até 120 dias anteriores, dos meses de janeiro a março. O pessoal está vindo e trazendo os comprovantes de residência desse mês, e a Caixa não aceita porque a pessoa precisa provar que residia no local atingido no dia da enxurrada”, explicou Jaime.

Depois do cadastro, a Caixa vai analisar a documentação e a previsão é que a partir do dia 18 de julho comece a liberar o saque do Fundo. “A gente iniciou na segunda-feira [24] e já estamos com 26 cadastros prontos, mas a gente tem um prazo para entregar que vai até sexta-feira (5) e calculamos que cerca de 60 pessoas conseguirão fazer o saque”.

A moradora da rua Irineu Bornhasen, Isolene da Silva, esposa de Enio Moreira que vai realizar o saque, disse que teve a casa totalmente atingida pela enxurrada, e que se der certo, o saque trará um alívio financeiro para a família. “Nós tivemos muito prejuízo. Molhou todas as coisas da casa, perdemos tudo, todos os móveis e eletrodomésticos. Tomara que o saque dê certo para ajudar”.

Isolene não soube precisar a quantia do prejuízo, mas disse que no momento, por não terem ainda condições financeiras, estão utilizando os móveis que deram de ser aproveitados depois do alagamento. “Nós lavamos os móveis atingidos pela enxurrada e por enquanto estamos utilizando os mesmos até termos dinheiro do FGTS para comprar novos”.

Elisiane Maciel