Por: diario | 1 mês atrás

O vereador de Ituporanga, Marcelo Machado, apresentou nesta semana na Câmara de Vereadores, uma denúncia de um cidadão, sobre um possível favorecimento para construção de um loteamento na cidade. Um áudio que segundo o vereador circula nas redes sociais, dá indícios de que alguém teria pago R$ 300 mil ao prefeito Osni Francisco de Fragas, o Lorinho, no ano de 2009, para conseguir construir em uma área que era considerada de utilidade pública. Agora, as investigações vão apurar a legalidade do áudio e das informações.

De acordo com o vereador, através dos áudios que chegaram até ele, se entendeu que a área era por decreto de utilidade pública, mas, foi ele revogado para favorecimento financeiro ao prefeito. “Essa situação a gente já tem conhecimento há mais tempo, mas era tudo na probabilidade, de ser suposição, não tinha nada mais concreto, mas aí tiveram pessoas que serviram de testemunhas e gravaram um áudio com uma pessoa chamada “Leo”. Esse Leo disse que na época existia uma área de terras que era de propriedade do Seminário e o prefeito Lorinho teria declarado de utilidade pública por decreto, o que impedia o Seminário fazer loteamento lá. De acordo com este Leo, que falou à testemunha que gravou o áudio, o prefeito disse que revogaria o decreto para a construção do loteamento desde que recebesse uma quantia em dinheiro, que teria sido de R$ 300 mil”.

Marcelo disse que apenas apresentou a denúncia e agora ela será investigada. “Eu fui apenas o mensageiro, não fui eu quem denunciei. Eu apenas noticiei o fato, eu não fiz a denúncia. Esse áudio como rodou na cidade toda e como a população estava comentando eu me vi na obrigação em falar. A função do vereador acima de tudo é fiscalizar. A pessoa que tem o áudio original vai apresentar mediante ofício para a Câmara e depois o presidente vai determinar que seja periciado e para dar seguimento aos procedimentos normais. Pelo que eu sei a pessoa vai apresentar hoje o áudio original”.

Ele finalizou dizendo que já foram encontrados os decretos de 2009, e que a intenção é descobrir a verdade. “Nós temos agora que apurar e provar, se vai ser aberto um processo mesmo, vamos pedir a perícia nesse áudio para ver se é montagem, ou se é original, para tomar todos os cuidados técnicos para não fazer nada de errado. Nós estamos levantando a documentação, já descobrimos que realmente tem os decretos citados, o que determinou como utilidade pública em 2009 depois o que revogou, então já estamos juntando a documentação, para casar a conversa e a denúncia do cidadão”.

O que diz a defesa

O advogado de Lorinho, Marcos Fey Probst, disse que ainda não há denúncia formal, que ninguém sabe ainda quem gravou, quem são as pessoas que falam no áudio sobre a situação que teria acontecido em 2009 e afirmou que Lorinho nega o fato. A defesa confirmou os termos da Nota de Esclarecimento publicada pelo prefeito em suas redes sociais e disse estar “tranquila e aguardando que a Câmara possa identificar o conteúdo e os autores do áudio, inclusive para startar as medidas judiciais de calúnia e dano moral”.

A Nota de Esclarecimento de Lorinho, diz que se trata de mais um fato criado pela oposição contra sua pessoa “Na tentativa de atrapalhar as ações desenvolvidas pela Prefeitura Municipal em benefício dos cidadãos. Como a comunidade de Ituporanga pode perceber, estou sendo vítima de intrigas e perseguições desde o início do meu mandato, onde a oposição tenta a todo custo tomar o poder pela força, por ter maioria na Câmara de Vereadores. Já tentaram me cassar por duas oportunidades nesse mandato, ambas em vão”.

A Nota diz ainda, que o próprio Poder Judiciário já reconheceu a prática de atos ilegais pelos vereadores de oposição no último processo de cassação. “A velha politicagem não vencerá em Ituporanga, muito menos alcançará o poder através da mentira e do poder econômico. Meus advogados adotarão as medidas judiciais cabíveis para responsabilizar mais essa calúnia contra minha pessoa. Permaneço tranquilo e focado em trabalhar em prol da sociedade de Ituporanga, honrando com o compromisso para o qual fui eleito”.

Elisiane Maciel