Por: diario | 13/02/2018

Por meio de uma parceria entre a Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi) e o BNDES, a entidade conseguiu um aporte de R$ 3 milhões para implantação do projeto Restaura Alto Vale, que tem como objetivo a restauração de espaços degradados localizadas em Áreas de Preservação Permanente (APPs) de propriedades rurais.

A proposta deve envolver entre 500 e 600 famílias de produtores rurais, além da promoção de atividades para envolvimento da comunidade escolar, que será inclusa na participação de plantios e palestras de capacitação.

De acordo com a coordenadora do projeto, Edilaine Dick, a ideia foi desenvolvida pela equipe da Apremavi, envolvendo desde os produtores de mudas em viveiros, até as famílias que já estão cadastradas no projeto. “Além disso, quem tiver interesse em participar pode procurar a Apremavi e efetivar o cadastro”, explica Edilaine.

No ano de 2015, a Apremavi submeteu ao edital de apoio a projetos BNDES Restauração Ecológica – Foco 01/2015, o projeto “Restaura Alto Vale”. Em 2017, o projeto foi aprovado e o contrato de colaboração financeira assinado. Ele será executado no período de 2018 a 2020. “Nosso papel como Apremavi é oferecer orientação técnica para restauração dessas áreas”, explica a coordenadora.

Em contrapartida, os agricultores terão que viabilizar a construção de cercas para proteção das áreas, quando necessário, e a manutenção dos plantios para que as áreas se tornem florestas.

Quem pode participar

Edilaine explica que a entidade possui uma lista com aproximadamente 400 famílias agricultoras cadastradas e que têm interesse em participar do projeto. Quem estiver interessado, mas ainda não está cadastrado, pode entrar em contato com a Apremavi pelo telefone 3535 – 0119 ou pelo email info@apremavi.org.br. “Por meio desses canais repassaremos todas as informações necessárias sobre o projeto”, explica.

O trabalho será iniciado este ano, com a visita a campo de técnicos da Apremavi nas propriedades já cadastradas para observar as particularidades e as formas de intervenção.

A Apremavi entrará com o suporte técnico, doação das mudas de árvores nativas e arames para construção das cercas, quando necessário. E em contrapartida, o agricultor deverá entrar com os demais materiais necessários e mão-de obra para a construção das cercas, plantio e operações posteriores para manutenção dos plantios e condução do processo de restauração.

As áreas a serem recuperadas não podem ser aquelas onde exista obrigação de restaurar estabelecida por termos de compromisso, termos de ajustamento de conduta, autuações administrativas por infrações à legislação ambiental, decisões judiciais e condicionantes de licença ambiental. Será priorizado aqueles agricultores que já tenham realizado o Cadastro Ambiental Rural (CAR).

O que o projeto Prevê

O projeto prevê a restauração de 310 hectares de áreas degradadas localizadas em áreas de preservação permanente, restauração de 10 hectares localizadas no Parque Natural Municipal da Mata Atlântica e na RPPN Serra do Lucindo, produção de 450 mil mudas de árvores nativas da Mata Atlântica, intercâmbio e dias de campo com o público prioritário do projeto, educação ambiental e envolvimento da comunidade escolar no projeto e produção de conhecimento científico sobre a restauração.

A AMAVI, UNIDAVI, EPAGRI, Prefeitura Municipal de Atalanta e ICMBio, são parceiras neste projeto, assim como vários outros atores locais.

Rafael Beling