Por: diario | 11/09/2018

O candidato ao governo de Santa Catarina Ângelo Castro (PCO) afirmou durante entrevista ao Jornal do Almoço nesta terça-feira (11) que a eleição é uma fraude e que está concorrendo ao pleito para “denunciar o golpe contra Lula”. O candidato também não apresentou propostas para Santa Catarina.

Castro participou da primeira série de entrevistas feita pela NSC TV, afiliada da Rede Globo, com os candidatos ao governo estadual. Assista no vídeo acima. As entrevistas seguem até sábado (15) e, abaixo, há o cronograma.

Ângelo Castro registrou o plano de governo no Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) após ser demandado judicialmente. Entretanto, o documento não apresenta propostas para Santa Catarina. O candidato explica o porquê.

“Nossa proposta é uma luta contra o golpe, pela liberdade do Lula e Lula presidente. Começaram com a cassação das leis trabalhistas, a CLT, a terceirização. Já estão correndo atrás da Previdência. Então, só os trabalhadores pagam pela crise, sendo que quem fez a crise – econômica, social e política – foram os capitalistas e burgueses. Então, nossa campanha é para denunciar essa atitude dos golpistas contra os trabalhadores. E chamar os trabalhadores para se organizar em comitês, na sua residência, na sua rua, no seu bairro, nas empresas, contra o golpe”, disse Castro.

‘Eleição é uma fraude’

O candidato ainda foi questionado pelos entrevistadores se não seria um desrespeito com o eleitor não apresentar propostas para o estado. Ele diz acreditar que as eleições devem ser ‘livres, democráticas e organizadas pela população’.

“A eleição é uma fraude. Então nós estamos denunciando a fraude. Estamos ao vivo denunciando a fraude. Porque a gente acredita que um candidato, que é o maior candidato hoje da esquerda, está preso político. A gente tem que denunciar. Porque compromete toda a democracia”, disse Castro.

O candidato ainda acredita que a Lei da Ficha Limpa representa uma “represão”. “Quem tem que definir o candidato é o povo, não um juiz”, completou.

Condenação na Justiça Federal por R$100

O Ministério Público Eleitoral (MPE-SC) pediu nesta semana o indeferimento da candidatura dele baseado na Lei da Ficha Limpa. Até esta terça-feira (11), não havia decisão do TRE-SC. Em 2012, Ângelo Castro foi condenado pela Justiça Federal por falsidade ideológica, uso de documento falso e pagou multa no valor de um salário mínimo por adulterar uma nota fiscal, enquanto se hospedava a serviço da empresa pública, a Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social).

Ângelo se hospedou em um hotel em que a diária custava R$ 30, mas preencheu a nota com o valor de R$ 130. Ele alegou que o objetivo não era receber dinheiro, mas “chamar a atenção da empresa pelas péssimas condições de trabalho”.

“Na época a gente trabalhava sem receber as diárias. Então, viajava bastante sem receber a diária. Em uma forma de protesto a gente fez isso. Pra chamar a direção da empresa”, alegou. “Você pode dizer: foi fraude? A gente chamou um protesto contra empresa. Da forma como eles estavam pagando”, disse.

Programação das entrevistas

  • Segunda-feira (10) – Mauro Mariani (MDB) – Veja a entrevista aqui 
  • Terça-feira (11) – Ângelo Castro (PCO)
  • Quarta-feira (12) – Gelson Merísio (PSD)
  • Quinta-feira (13) – Décio Lima (PT)
  • Sexta-feira (14) – Portanova (Rede)

Entrevistas gravadas de 3 minutos sem edição com cada um dos demais candidatos serão exibidas pelo Jornal do Almoço no sábado (15). Confira:

  • Sábado (15) – Camasão (PSOL)
  • Sábado (15) – Comandante Moisés (PSL)
  • Sábado (15) – Ingrid Assis (PSTU)
  • Sábado (15) – Jessé Pereira (Patriota)

G1