Por: diario | 24/03/2020

O Hospital Regional de Rio do Sul está preparado para o enfrentamento dos casos comprovados do Covid19, inclusive com treinamentos que estão sendo realizados diariamente. De acordo com o diretor-técnico da instituição, Marcelo Vier Gambetta, o trabalho se concentra na porta de entrada, que é o Pronto-socorro, nos plantonistas da UTI e  time da entubação, das equipes de enfermagem e de todos os profissionais que atuam na assistência. Preocupada com a segurança do corpo médico e das equipes de enfermagem, a direção da Fundação de Saúde do Alto Vale do Itajaí (Fusavi) vem adquirindo Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como forma de reduzir o risco de uma eventual contaminação.

Gambetta revelou que o hospital vem se preocupando bastante desde o dia 5 de fevereiro com a questão do Coronavírus, tanto na questão estoque de materiais como luvas, máscaras e tocas, além de treinamentos individual e de equipes. Os macacões e aventais são impermeáveis. “A estratégia, por exemplo, prevê médicos intensivistas experientes para fazer a intubação mecânica dos pulmões”. “Nos países que já enfrentaram a fase mais crítica da pandemia isso pôde ser comprovado”, acrescentou o diretor-técnico.

O Hospital Regional vai ampliar o número de leitos de UTI passando dos atuais 20 para 40 se houver necessidade. Para isso foi necessário desativar todo o quinto andar, que abrigará também as internações por possíveis casos. Como todas as cirurgias eletivas estão suspensas, os pacientes do quinto foram remanejados para o sexto. As pessoas com sintomas, ou suspeitas terão acesso exclusivo pelo ambulatório para evitar o contato com as que estão aguardando atendimento no PS. “No caso de internação teremos um elevador exclusivo para o deslocamento”.

A população de Rio do Sul e do Alto Vale não precisa ficar preocupada em razão da estrutura montada pelo hospital. “Desde o início temos dito que estamos prontos para enfrentamento, sem gerar pânico”, observou Gambetta. Ele insiste para que as pessoas evitem compartilhar as chamadas “fakes News” sobre qualquer informação em relação a casos de pessoas internadas. “Isso só atrapalha num momento como este”. Gambetta lembrou que as redes sociais do hospital estão disponíveis. Além dele na condição de diretor-técnico, apenas o subgerente de enfermagem, Tiago Leitzke, está autorizado a repassar informações.