Por: diario | 30/05/2017

A chuva causou estragos e deixou municípios em alerta no Alto Vale. Desde sexta-feira (26), quando a chuva começou a cair com força na região, houve deslizamentos em Salete, Ituporanga e Braço do Tombudo. Em Pouso Redondo e Mirim Doce, as estradas alagadas causaram transtornos. Em Vidal Ramos, foi a chuva com granizo que causou estragos. Com a chuva forte de sexta-feira, que seguiu no fim de semana, alguns prédios públicos ficaram danificados. A água entrou, deixando sujeira em algumas residências e galpões.

Em Mirim Doce, os dois acessos da cidade ainda estavam fechados na tarde de ontem (29). De acordo com a Defesa Civil do Município, a situação é de alerta na cidade, mas a expectativa é que o maior prejuízo da chuva seja mesmo nas estradas. “A preocupação maior aqui em Mirim Doce é com as chuvas mais concentradas, quando chove coisa de duas horas direto, porque assim alaga o Centro da cidade. Assim acabou alagando só os acessos à Mirim Doce na margem esquerda e para a margem direita, o acesso à Taió”, explicou o coordenador da Defesa Civil, Adir Tibes Granemane. Na cidade, o acúmulo de quatro dias de chuva foi de 96 milímetros.

Em Taió, a barragem tinha três comportas abertas e quatro fechadas na tarde de ontem. Já o nível do rio, no Centro da cidade, media 7,16 metros, mas a previsão é de estabilidade, segundo a Defesa Civil. “A tendência é estabilizar a barragem e começar a baixar”, declarou o coordenador da Defesa Civil, Jaci de Liz.

A cidade não teve registro de ocorrências graves por conta das chuvas, mas a Defesa Civil está monitorando os deslizamentos. “Não há nenhum tipo de desabrigado em Taió, nem por desmoronamento, nem por alagamento. Tivemos ocorrências durante o dia de ontem [domingo]. Queda de muro, desbarrancamento, rompimento de bueiro e de tubulação, mas tudo controlado”, disse Liz.

 

Desabrigados em Rio do Oeste

Em Rio do Oeste, mais de 20 pessoas foram retiradas de casa por precaução. O trabalho da Defesa Civil se deu na manhã e tarde de ontem, pois o local em que essas famílias moram, no bairro Pioneiros, é propício de alagamento com o avanço das águas. “A rua é mais alta do que as casas, então decidimos retiras as famílias do lugar porque depois elas ficam inacessíveis”, explicou o coordenador da Defesa Civil de Rio do Oeste, Josnei Moser.

Na tarde de ontem, a preocupação ainda era com o nível do rio e a previsão de chuvas nos próximos dias. “O rio continua subindo cerca de 3 centímetros por hora. A expectativa é que se parar de chover vai subir o nível do rio um pouco mais, mas vai estabilizar e depois baixar. Se chover, muda todo o cenário”, disse Moser.

Suellen Venturini


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