Por: diario | 19/05/2014

No setor agropecuário e de crédito, cooperativas da região confirmam prospecção positiva

 

Aline Kummrow e Tiago Piontekievicz

 

As cooperativas têm ganhado cada vez mais espaço tanto no país, como em Santa Catarina, e no Alto Vale a situação não é diferente. De acordo com um balaço divulgado pela Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), o cooperativismo catarinense, estruturado no campo e na cidade, está em ascensão e deve crescer 15% em 2014.

A Cooperativa Regional Agropecuária Vale do Itajaí, a Cravil, que em 2013 teve como renda bruta R$ 370 milhões, estima um crescimento de 12% para este ano. “O reflexo dos números está no aumento da produtividade nas culturas do arroz, milho e na produção de leite, assim como a entrada da soja na região. Sem falar que, em função disso, o consumo de insumos agrícolas também cresceu e tem feito parte dessa evolução”, avaliou o presidente da Cravil, Harry Dorow.

As cooperativas dos ramos agropecuário, saúde, crédito, consumo, infraestrutura e transporte foram as que registraram o movimento econômico mais expressivo.  As 54 cooperativas agropecuárias do estado representam 65% do movimento econômico de todo o sistema cooperativista catarinense. No conjunto essas cooperativas mantêm um quadro social de 67.517 cooperados e um quadro funcional de 31.659 empregados. O faturamento anual do ramo agropecuário totalizou R$ 13,190 bilhões.

No setor de crédito, o Sicoob Alto Vale também trabalha com uma estimativa de crescimento, mas com um número acima dos 15% que são esperados para o sistema em geral, conforme explicou o diretor administrativo da unidade, José Petry. “O Sicoob trabalha com 30% de uma maneira geral”, disse. E isso envolve todos os aspectos, como o volume de crédito e as operações financeiras. Para ele, entre os principais fatores para que haja esse crescimento está a forma de atendimento das cooperativas. “As cooperativas não têm aquela busca incessante pelo lucro, o cooperado não é só mais um CPF, ele faz parte de uma união de capital para se chegar a um resultado comum para todos”, ressaltou Petry. O ramo de crédito, formado por 67 cooperativas que reúnem 989.763 cooperados (associados), teve movimento de R$ 1,980 bi em 2013

A expressão do setor é reconhecida nacionalmente

As 254 cooperativas catarinenses reúnem 1,6 milhão de famílias associadas e mantêm 49.149 empregos diretos, faturam mais de R$ 20 bilhões por ano e representam 11% do PIB catarinense. Ao apresentar avaliações e projeções, o presidente da Ocesc, Marcos Antonio Zordan, destacou que em 2013 o setor voltou a investir na base produtiva, na diversificação de produtos e serviços e na qualificação de colaboradores, dirigentes e associados. A receita operacional bruta atingiu 20,16 milhões de reais, com incremento de 14,82%. Foi o quinto ano consecutivo de crescimento, após a crise financeira internacional de 2008/2009 que atingiu todos os continentes.

Para 2014 a previsão é repetir a taxa de crescimento de 15%.  O quadro social teve uma expansão de 11,67%, alcançando 1 milhão 623 mil pessoas. Consideradas as famílias cooperadas, isso significa que metade da população estadual está vinculada ao cooperativismo. A projeção de aumento do número de cooperados (associados) às cooperativas barrigas-verdes para 2014 é de 17%