Por: diario | 25/05/2017

Diante do terremoto político que sacudiu e paralisou o Brasil, os deputados sugeriram reformar o sistema eleitoral e reformar o eleitor. “Tem a reforma do eleitor, é o que tenho dito, ninguém está lá porque quis estar lá, várias outras pessoas votaram para que estivesse lá. Vamos falar sério”, argumentou Kennedy Nunes (PSD) durante a sessão desta terça-feira (23) da Assembleia Legislativa.

Maurício Eskudlark (PR) propôs reformar o sistema eleitoral. “A crise política é muito grande, precisa de uma mudança geral, mudar a legislação eleitoral, isso é uma afronta ao cidadão, não podemos aceitar”, avaliou o deputado, que ironizou os apoiadores de Aécio Neves e Lula da Silva. “Os (eleitores) do Aécio viram que ele não era bom e querem que vá para a cadeia, os de Lula viram que é corrupto, mas querem que volte a governar o país”.

Fernando Coruja (PMDB) concordou com os colegas. “Tem razão o deputado Eskudlark, precisa mudar o Brasil, mudar as pessoas, mudar a prática, mudanças de várias ordens, na legislação, na forma de encarar a política, no financiamento de campanhas, mas a vida segue”, avaliou o representante da Serra.

 

Impeachment de Colombo

Dirceu Dresch repercutiu o protocolo, pelo PSOL de mais um pedido de impedimento do governador Raimundo Colombo. “Diziam que este governo passava longe dos problemas que o Brasil tinha, mas mentira tem perna curta”, declarou Dresch, que cobrou apuração dos fatos relacionados às delações de executivos da Odebrecht e da JBS “O governador Raimundo Colombo precisa explicar com segurança, não com falas, mas com provas”, avisou Dresch.

O deputado enumerou detalhes da delação da JBS, as reuniões, a perspectiva dos recursos para campanhas e os “dois milhões do Angeloni”. Ele também revelou que a Bancada do Partido dos Trabalhadores exigirá respostas. “Estamos construindo uma nota da nossa bancada, a sociedade exige respostas convincentes sobre isso tudo”, afirmou o representante de Saudades, que explicou que o pedido de impeachment do PSOL está baseado “nos recursos da Celesc desviados para o Fundosocial”.

 

Diferente dos outros

Dresch defendeu na tribuna que a situação do ex-presidente Lula não é a mesma do presidente Michel Temer e do senador afastado Aécio Neves (PSDB/MG). “O tal de triplex que agora se está provando que não é do presidente Lula, queremos provas, sem provas não se condena ninguém”, discursou Dresch, que acusou Temer e Aécio de comandar o golpe contra Dilma Rousseff em 2016.

Para o deputado, trata-se de uma armação nacional. “O grande mestre é a Rede Globo, já derrubou vários presidentes que não atendiam suas expectativas, operaram historicamente durante o processo de privatização durante a era FHC, dizem que todo mundo é igual, não é verdade”, garantiu o parlamentar, que previu que o afastamento da ex-presidente “custou, continua custando e vai custar caro, principalmente para os trabalhadores mais pobres”.