Por: diario | 20/02/2019

O Aeroporto Regional de Correia Pinto, que já consumiu R$ 63 milhões dos cofres públicos, que está parado e que custa R$ 170 mil por mês ao estado ganhou destaque na sessão de terça-feira (19) da Assembleia Legislativa.

“Uma obra que custou R$ 63 milhões está parada há 15 anos na cidade de Correia Pinto, o governador Moisés não tem culpa, mas o estado gasta por mês R$ 170 mil para manter a segurança daquela obra abandonada. Peço que o Fórum Parlamentar do Oeste me ajude a levar ao conhecimento o que está acontecendo”, apelou o deputado Nilso Berlanda (PR).

O deputado informou que questionou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) do porquê ainda não foi liberado um voo direto para São Paulo e Florianópolis no aeroporto.

Maurício Eskudlark (PR) criticou a obra, pediu a prisão do responsável pela execução e lembrou que o aeroporto de Lages, localizado a cerca de 30 km, concorre com o de Correia Pinto.

“Quem gastou R$ 63 milhões deveria ir para cadeia, é impossível um voo em Lages e outro em Correia Pinto para São Paulo, como é inviável ter um voo em Chapecó e outro em São Miguel do Oeste, um absurdo, tem de pegar um administrador desses e botar na cadeia”, disparou Eskudlark.

Milton Hobus (PSD), que representa o Alto Vale do Itajaí, discordou dos colegas.

“No Alto Vale estamos ilhados pela BR-470, para pegar um voo em Navegantes tem de sair no mínimo cinco horas antes e este problema não tem do Alto Vale para a Serra, o aeroporto é tecnicamente viável, um investimento visionário feito pelo governador Raimundo Colombo, não deve ser preso, é estratégico para Santa Catarina”, argumentou Hobus.

Marcius Machado (PR) concordou em parte. “Milhões sendo aplicados em Lages e em Correia Pinto, precisa ter um direcionamento”, ponderou o representante de Lages
Rodovias

Neodi Saretta (PT) noticiou que em 2019 protocolou mais de 15 proposições relacionadas às rodovias estaduais e federais que cortam o Oeste.

“É um assunto que preocupa, falta manutenção nas rodovias estaduais e federais, desde 2011 temos cobrado dos governos, muitas cobranças não saíram do papel, outras foram atendidas parcialmente”, lamentou Saretta.

De acordo com o deputado, as rodovias que cortam os municípios de Passos Maia, Concórdia, Seara, Chapecó, Romelândia, Jaborá, Matos Costa, Água Doce, Porto União, Xavantina, entre outros, demandam um amplo programa de recuperação.

“A SC-283, que liga Concórdia a Itapiranga, há anos tem uma promessa de fazer acostamento, terceira pista e melhoramento de curva, esperamos que o novo governo possa encaminhar um amplo programa de recuperação das rodovias estaduais”, propôs Saretta.