Por: diario | 09/01/2019

O procurador de Taió, Marco Vinicius de Carvalho, que teve como recomendação do Ministério Público o seu afastamento do cargo temporariamente, por ser suspeito de ter vazado o conteúdo do edital de um concurso público do município para a própria esposa, acaba de ser nomeado para assessorar a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves.

Natural de Brasília, para onde retorna agora, o advogado fará parte do Governo Federal de Jair Bolsonaro. Em entrevista ao Diário do Alto Vale, Carvalho conta que recebeu a notícia com naturalidade, um reflexo da sua longa caminhada junto de Damares.

“A minha proximidade com a ministra vem há bastante tempo, porque nós temos causa. Durante muitos anos nós lutamos pela causa da infância protegida, a causa contra a ideologia de gênero, contra o aborto, fortalecimento de família, contra a corrupção e uma série de coisas”.

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Ele completa que em um cargo importante é comum que se escolha pessoas com uma causa comum.

“Pessoas que você possa confiar e é nesse espírito, nesse ambiente que nós estamos formando a equipe. Damares conhece profundamente vários assuntos que estão ligados ao governo dela”.

Em setembro uma ação civil pública ajuizada pela Promotoria de Justiça da Comarca de Taió, acusou Marco por improbidade administrativa. Na ocasião, a promotora de Justiça, Raísa Carvalho Simões Rollin, relatou que o advogado, mesmo licenciado para o exercício de atividade política quando concorria as eleições como segundo suplente de Senador, conseguiu acesso à minuta do edital e divulgou o conteúdo para pessoas de seu círculo familiar.

Ele nega as acusações e afirma que o caso trata-se de uma perseguição pessoal da promotora.

“A gente fez a nossa defesa e a situação está parada. Achei muito estranho a promotora ir para as rádios falando que queria minha demissão, se mostrou uma coisa muito pessoal, coisa que não condiz com um promotor de justiça. O fato é que aquilo que se falava não existe, minha esposa nunca se inscreveu no concurso público e nunca houve nenhum tipo de interesse em fazer parte da administração municipal, até porque naquele momento era empresária”, conta.

Marco explica ainda que alguém que tem uma farmácia não iria sair do seu estabelecimento próprio, para contratar profissionais para substituí-la e ir trabalhar em uma prefeitura e que só a promotora não viu isso.

“Portanto eu registrei um boletim de ocorrência contra a promotora para que ela responda contra o crime de denunciação caluniosa. […] Começa-se a fechar o ciclo de que tudo isso que aconteceu, foi uma questão de perseguição pessoal, que eu espero que não tenha sido pelo fato de Bolsonaro ou pelo fato de eu ser do PSL”, comenta. Ele apresenta ainda que em outros casos, como as denúncias realizadas por ele na Saúde do município ainda não foram para frente, enquanto o seu caso não levou 20 dias para ser apresentado.

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Assumindo o novo cargo, como assessor da ministra, Marco diz que será um porta voz de Santa Catarina e principalmente do Alto Vale e Taió, frente as questões do Governo Federal.

“Eu serei a ponte do município de Taió com o Governo Federal, eu não esquecerei Taió, minha casa continua aqui, minha filha é taioense e eu levo Taió no meu coração”, finaliza.

Susana Lima