Por: diario | 21/03/2019

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), negou o recurso do empresário Adilson Marciano e manteve a sentença de pronúncia que determina que ele vá a júri popular, assim como os outros dois acusados pelo homicídio de Gleison James Schulze, jovem de 28 anos que foi morto a tiros em Rio do Sul no dia 4 de maio de 2017.

De acordo com investigações da Polícia Civil, Adilson Marciano teria encomendado a morte de Schulze por suspeitar que o homem mantinha um caso amoroso com sua companheira. Ele teria pago a quantia de R$ 4 mil para o frentista Adélio Rodrigues dos Santos fazer a execução. Santos, por sua vez, conseguiu um revólver calibre 38 com um amigo identificado como Jonatan da Silva Martins, que também acabou preso.

De acordo com o advogado Jeremias Felsky, que deixou a defesa de Jonatan nesta semana, agora o processo volta para Rio do Sul onde o juiz deve determinar uma data para o júri popular. “Acredito que pelo fato dos três estarem presos há bastante tempo o julgamento deva ser marcado para logo, mas não é possível precisar essa data que será definida pelo juiz”, disse.

Schulze foi atingido por pelos menos três disparos assim que saiu do seu veículo na rua onde morava. Os tiros acertaram o pulmão e o coração do jovem, que morreu na hora. Os moradores da rua Olinda chamaram os bombeiros e relataram ter ouvido disparos de arma de fogo e ter visto um carro saindo em disparada do local. Mais tarde, a Polícia Civil apurou que o carro era um Monza, que pertencia ao autor do disparos.

A polícia elucidou o caso depois de uma denúncia anônima. De acordo com a Divisão de Investigações Criminais (DIC) de Rio do Sul, o frentista teria falado para algumas pessoas que cometeu o crime e ele e Marciano foram presos poucos dias depois. Já a prisão de Jonatan foi no dia 27 de maio. Desde então todos os acusados seguem no Presídio Regional de Rio do Sul à disposição da Justiça. Eles serão julgados por homicídio e se forem condenados podem receber penas que variam de seis até 20 anos de reclusão.

Helena Marquardt