Por: diario | 11/12/2016

Exatamente 11 dias após a tragédia de Medelín que vitimou 71 pessoas no acidente aéreo com a delegação da Chapecoense a equipe deu seu primeiro passo para o início da reconstrução, anunciando ontem a contratação do seu novo treinador. Será Vagner Mancini, técnico que já passou por grandes clubes do futebol brasileiro e nas duas últimas temporadas esteve no Vitória da Bahia, onde em 2015 conquistou o acesso ao Brasileirão da Série A e neste ano saiu da equipe em setembro. Ele foi apresentado oficialmente na tarde de sexta-feira (9).

Uma das características de Mancini é ser um técnico que trabalha com pequenos orçamentos e sempre tirando equipes da zona de rebaixamento, como aconteceu com o Vitória em 2009, o Cruzeiro em 2011 e o Atlético Paranaense em 2013, onde pegou a equipe na zona de rebaixamento da competição e deixou o time na terceira colocação do Brasileirão. No mesmo ano com o rubro-negro paranaense o técnico ainda chegou a final da Copa do Brasil, mas perdeu os dois jogos.

Vágner Mancini chegou a Chapecó na manhã desta sexta e foi para a casa de Plínio David De Nês Filho, presidente do Conselho Deliberativo do clube, se reunir com dirigentes da Chape. Levir Culpi, ex-Fluminense, era outro nome cotado. Ele mesmo chegou a se oferecer para trabalhar de graça até o fim do Campeonato Catarinense de 2017. Porém, a diretoria da Chapecoense queria alguém que assinasse ao menos um ano de contrato.

Na tarde de ontem, Mancini concedeu sua primeira entrevista coletiva com a diretoria da equipe e prometeu comprometimento com a reconstrução do clube. “Gostaria de passar minha felicidade ao ser escolhido o técnico de reconstrução de uma equipe que vinha encantando o Brasil. A mentalidade vencedora faz a diferença no futebol. Fico lisonjeado de dar continuidade ao trabalho do Caio Jr, um amigo. Queremos manter a mentalidade vencedora, humana, e que a sequência da nossa equipe possa ser a melhor equipe. Vamos dispostos a muito trabalho”, disse o técnico Vágner Mancini.

Carreira

Mancini terá o difícil desafio de assumir o clube após Caio Júnior, treinador que levou a equipe à final da Copa Sul-Americana e morreu no desastre aéreo do voo da LaMia. Todos os membros da comissão técnica que estavam no avião morreram no acidente. O treinador começou a carreira no Paulista, de Jundiaí, time pelo qual logo teve projeção nacional, ao ser campeão da Copa do Brasil de 2005 – um ano depois de começar o trabalho. Na temporada seguinte, foi ao Al-Nasr, dos Emirados Árabes Unidos, voltando ao Brasil em 2008, para trabalhar no Grêmio. No time gaúcho, após problemas de relacionamento com o então diretor de futebol Paulo Pelaipe, foi demitido após seis jogos, invicto. Passou ainda por Santos, Vasco, Guarani, Ceará, Cruzeiro, Sport, Náutico, Atlético-PR e Botafogo. Têm como conquistas ainda o Baiano de 2008 e o Cearense de 2011.