Por: diario | 02/11/2017

Mesmo que toda a bancada do PMDB catarinense, exceto o pré-candidato ao governo do Estado, Mauro Mariani, tenha votado a favor do relatório que pedia o arquivamento da investigação contra o presidente Michel Temer, uma reunião da Executiva estadual do partido definiu que filiados e delegados não participem da convenção nacional da sigla, que será realizada no dia 7 de novembro, em Brasília.

A reunião foi realizada na segunda-feira (30), em Florianópolis. Os líderes do partido também avaliaram positivamente a realização das 295 convenções municipais do partido e definiram a realização da convenção estadual da JPMDB, no dia 2 de dezembro.

“O PMDB catarinense entende que a atual executiva nacional não tem legitimidade para dar encaminhamento a questões como a mudança do nome da sigla ou a adoção de uma política de integridade e governança do partido. Se faz necessária a renovação do comando nacional. O momento exige coragem e responsabilidade com o Brasil”, destaca o presidente estadual do partido, deputado federal Mauro Mariani.

Também participaram da reunião os ex-governadores Paulo Afonso, que deve pleitear uma vaga para composição da coligação para o Senado, e Casildo Maldaner. O senador Dário Berger, alternativa do partido caso Esperidião Amin (PP) seja candidato, a presidente do PMDB Mulher, deputada Ada de Luca, os deputados Dirce Heiderscheidt e Luiz Fernando Cardoso Vampiro, o presidente da JPMDB, Roberto Souza Junior, entre outras lideranças, também estiveram presentes.

O partido também divulgou uma nota oficial, onde explica aos filiados e simpatizantes os motivos da determinação.

Nota oficial

A finalidade da vida pública, evidentemente, busca o desenvolvimento e o progresso da sociedade sob todos os seus aspectos. Aliás, a vida pública é essencial em qualquer sociedade que aspire à justiça social.

Pode-se dizer que se trata de um processo que dura a vida inteira, não se limitando a simples continuidade, mas considera a possibilidade de rupturas pelas quais a cultura se revigora e se produz a história.

Todavia, é importante visão de conjunto, isto é, nunca analisar o problema de maneira parcial, mas sempre sob uma perspectiva que relacione cada aspecto com os demais.

Assim, discordar do erro não configura dissidência, mas dever e possibilidade inerente a todo o partido democrático, sobretudo em se tratando do PMDB, que elaborou a sua história com a bandeira da democracia.

Além disso, todos podem externar pontos de vista e posições política.

Portanto, o princípio básico de abordar as situações demanda perspectiva de conjunto. É neste contexto que o PMDB – SC orienta seus filiados e sobretudos os delegados ao não comparecimento à Convenção Nacional do Partido.

Por fim, fica formalizado sua discordância com a continuidade à frente do Partido de pessoas cuja substituição se faz urgente.

Rafael Beling