Por: diario | 15/01/2020

 

Luana Abreu

 

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Dr. Waldomiro Colautti, de Ibirama, que foi aberta em novembro de 2017 depois de anos de espera, ainda não opera em sua capacidade total. São 10 leitos prontos que poderiam atender a população do Alto Vale ou quem dela precise, mas a falta de profissionais faz com que somente seis estejam em funcionamento.

 

O diretor da unidade, Roberto Ferrari, explicou que hoje seriam necessários pelo menos mais oito técnicos de enfermagem para que os quatro leitos, que hoje estão parados, possam iniciar os atendimentos.

“Nossa expectativa é de que nos próximos dias a Secretaria de Estado da Saúde inicie a chamada desses profissionais. Assim que eles forem contratados, passarão por treinamento e só então, eles começam a trabalhar conosco”, explica.

 

O planejamento do Hospital é de que os leitos sejam abertos um por um a partir do final de fevereiro.

 

A Secretaria de Estado da Saúde foi procurada pelo Jornal Diário do Alto Vale para comentar o caso, mas não atendeu nem retornou as ligações.

 

Inauguração

 

A UTI custou ao Governo do Estado de mais de R$ 3,2 milhões, e foi motivo de protestos porque a estrutura física foi inaugurada em dezembro de 2010, mas só sete anos depois entrou, de fato, em funcionamento. Ao todo mais de 60 profissionais trabalham na unidade.

 

A contratação da equipe médica para atuar no local iniciou em dezembro de 2016, quase um ano antes da inauguração oficial, quando o então secretário de estado da Saúde, João Paulo Kleinubing firmou convênio com a Ordem Auxiliadora das Senhoras Evangélicas (OASE), de Timbó, para prestação de serviços na UTI do hospital. Na época, os equipamentos já haviam sido comprados e este seria o último entrave burocrático para que a Unidade pudesse operar com 100% de sua capacidade.

 

Durante os anos de 2009 a 2015, foram desencadeados diferentes processos seletivos para contratação de profissionais, os quais não obtiveram resultados positivos. Em busca de solução, tendo em vista o expressivo tempo decorrido desde a inauguração e considerando a carência de leitos de UTI, a Secretaria fez estudos para buscar uma solução para a questão. E a contratação de uma entidade hospitalar para execução dos serviços de terapia intensiva no próprio hospital, por meio de processo licitatório, mostrou-se o único procedimento com viabilidade em decorrência da necessidade de ativação da UTI em curto espaço de tempo.