Por: diario | 13/03/2018

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Têxteis de Rio do Sul e Região (Sititev), realizou nesta sexta-feira (9), a eleição para a diretoria da entidade. A eleição contou com chapa única, e quem estava à frente era a atual presidente, Zeli da Silva.

A Chapa Única recebeu 91% de aprovação. Com o resultado, Zeli se mantém à frente da entidade pelos próximos cinco anos. O pleito contou com o auxílio de sindicalistas de todo o estado. “Agradecemos a todos que nos ajudaram no processo eleitoral. Estamos muito satisfeitos com o resultado, pois demonstra que os trabalhadores aprovam o nosso trabalho e ficaram felizes com a composição da chapa que conta com trabalhadores de vários municípios da nossa região e de diferentes empresas. Como presidente reafirmo o meu compromisso em corresponder a este voto de confiança, como sempre fiz”, disse Zeli.

A nova diretoria quer dar continuidade ao trabalho de luta pelos interesses da classe, com atenção especial às alterações propostas pela Reforma Trabalhista, para que nenhum direito seja perdido. Outro desafio é a manutenção do sindicato, após a desobrigação do pagamento das contribuições sindicais. “Nosso desafio maior é a questão financeira, nos próximos dias vamos iniciar um trabalho para garantir a manutenção dos serviços oferecidos pelo sindicato. Sempre com o apoio da classe trabalhadora, pois só assim teremos autonomia para lutar pelos interesses dos trabalhadores”, conta.

Estavam aptos a votar os trabalhadores que cumpriam com as mensalidades do Sindicato e que se sindicalizaram há pelo menos seis meses. Aposentados e quem estava de férias também podiam votar. Doze urnas ficaram disponíveis na empresa para a votação. Uma urna ficou fixa na sede do Sititev.

Como se deram as eleições

O prazo para o registro das chapas encerrou no dia 12 de fevereiro, sendo que apenas a Chapa 1 se apresentou e foi considerada apta para concorrer ao pleito. Além de alguns trabalhadores que já faziam parte da diretoria, a Chapa 1 teve uma renovação de 50%. “A gente cumpriu todo o processo legal, durante todas as assembleias que o sindicato realizou, em todas as atividades a gente vinha comunicando sobre o processo eleitoral. A gente publicou editais em âmbito estadual e regional até para dar incentivo das pessoas participarem, para se montar mais chapas. Mas infelizmente não apareceu nenhuma chapa, e acabou o tempo do prazo e então será dado continuidade a chapa única. A gente sabe que está faltando liderança”, explicou Zeli.

Metas

Entre as metas da chapa, está a manutenção dos direitos dos trabalhadores frente as alterações propostas pela Reforma Trabalhista e a manutenção do sindicato, após a desobrigação do pagamento das contribuições sindicais. “A Chapa 1 lutará para manter o sindicato ativo e forte, em defesa dos interesses dos trabalhadores. E aposta na renovação de 50% da diretoria para avançar ainda mais na luta pela melhoria de vida e renda dos trabalhadores do setor”, destaca a presidente.

Outras metas também se destacam, como ampliar ainda mais o acesso do trabalhador e da família à saúde com novos convênios, intensificar a fiscalização das condições de trabalho nas empresas, denunciar, combater e encaminhar à justiça os casos de assédio moral ou sexual nas indústrias, analisar cada acordo coletivo permitido pela reforma trabalhista, e fiscalizar se estão sendo cumpridos, para que o trabalhador não seja prejudicado. Bem como manter campanhas salariais ativas, pela valorização da classe, para garantir salários dignos, para quem produz as riquezas que movimentam a economia da região, ampliar o número de sócios para a manutenção e fortalecimento do Sindicato, manter e melhorar os canais de comunicação que informam e tiram dúvidas dos trabalhadores sobre a legislação trabalhista e organizar os trabalhadores para fortalecer a classe frente ao desmonte dos direitos dos trabalhadores causados pela Reforma Trabalhista.