Por: diario | 20/03/2018

Na manhã da sexta-feira (16) o Deputado Federal Rogerio Mendonça (MDB) Peninha visitou a sede da Renal Vida em Rio do Sul. Em visita o deputado conheceu o espaço da entidade, conversou com os médicos responsáveis e conheceu um pouco sobre o projeto de ampliação estudado pela instituição de saúde. No ano passado o deputado através de emenda parlamentar, Peninha destinou a instituição R$100 mil, que são usados na compra de materiais e insumos usados diariamente pela Renal Vida. Destes, apenas R$50 mil já foram repassados para a instituição em dezembro, que agora aguarda a liberação dos outros R$50 mil da prefeitura municipal de Rio do Sul.

Rogério explica que a destinação do recurso aconteceu a partir da prefeitura municipal de Rio do Sul. “Uma emenda minha do orçamento da união, como não posso passar direto para eles, porque eles são Gestão Plena, todos os recursos tem que passar pelo município, então foi repassado para a administração. Em função disso, foi repassado R$175 mil ao município, com o compromisso de que R$100 mil seria repassado para a Renal Vida”, o deputado também já adianta que para 2018 serão mais R$100 mil repassados, “Um compromisso meu de anualmente repassar R$100 mil”, completa.
Esse valor é destinado a insumos e todos os materiais necessários para a hemodiálise, como soro capilar, materiais de manuseio e higiene e todos os insumos necessários para atender os pacientes.

A instituição

Com uma história voltada à filantropia a Associação Renal Vida mantém uma narrativa de persistência e luta ao longo dos anos. A começar pela sua própria concepção, em 1991 o trabalhou se iniciou com o então Centro de Doenças Renais, que tinha apenas nove pacientes, que até então precisavam ir a Blumenau, três vezes por semana para fazer hemodiálise.

O trabalho no centro foi até 1993, quando os médicos fundadores da associação, Ribeiro Neto e Ercides Pfiffer, decidiram definitivamente transformar o Centro de Doenças Renais em uma associação, a Renal Vida, processo que demorou um tempo até ser formada oficialmente, em 2003, por questões burocráticas.

Hoje a Associação Renal Vida conta com uma equipe de cinco médicos especialistas, equipe de atendimento e enfermagem, atende cerca de 145 pacientes de hemodiálise e mais 9 com diálise peritoneal, com atendimentos em casa. São pacientes de todo o Alto Vale, que gera cerca de 1,8 mil sessões de diálise. Número que só aumenta com o envelhecimento da população, e a partir de casos de diabetes e pressão alta. Sendo ainda, os atendimentos prestados, praticamente 90% via SUS, número que já está acima do repasse recebido necessário.

Outra dificuldade é o espaço físico que chegou ao seu limite. Dr. Leontino Alfredo Ribeiro Neto relembra como foi o processo de expansão e comenta que é preciso ainda mais espaço para atender todos os pacientes renais hoje do Alto Vale. “No ano de 2000 nós tínhamos vagas para 75 pacientes, hoje nós atendemos quase 150. Dobramos a capacidade, invadindo outros cômodos do espaço, fomos criando salas de atendimento para atender a demanda da comunidade. Só que agora chegamos em um limite e estamos muito preocupados, porque se continuar assim nós vamos ter que mandar pra frente o atendimento das hemodiálises, para fora de Rio do Sul, infelizmente. Esse é nosso grande problema,” comentou Leontino.

A instituição se mantém através de doações e repasses públicos e conta com o apoio também da comunidade e atividades realizadas em prol de recurso. Hoje quem quiser contribuir pode fazer doações mensais através do Call Center.

Projeto de ampliação

A Renal Vida já duplicou a sua capacidade de atendimento desde que começou seus trabalhos na capital do Alto Vale. Com adequação de todas as salas que possuí, hoje ocupa todo o espaço destinado para realizar os atendimentos da hemodiálise.

A associação agora planeja ampliar seu espaço e está em contato com a Prefeitura Municipal para conseguir mais uma estrutura de atendimento. A tentativa é que seja cedido o prédio anexo a sede, onde hoje funciona a Secretária de Saúde. O custo de toda ampliação e reforma pode chegar a R$10 milhões, orçamento que hoje a instituição ainda estuda como conseguir. O deputado sugeriu em visita que seja elaborado um planejamento por etapas, para que possa conseguir maneiras de contribuir também com recursos públicos.

“Esse novo projeto vai necessitar de recurso – nessa conversa me coloquei como compromisso de auxiliar na busca desses recursos. Claro que 10 milhões é complicado numa vez só, mas parceladamente, por exemplo com R$ 1 milhão, a gente buscar esses recursos via Ministério da Saúde, via Governo da Saúde, para que eles possam fazer essa ampliação. Mas isso quando for definido o projeto definitivo, não adianta colocar recurso aqui pra melhorar não dá mais, o que tinha que ser feito aqui já foi feito, o que se precisa agora é montar um projeto definitivo e partir para fora daqui, é isso que a instituição está buscando, ou via Hospital Regional ou via prefeitura, eles estão buscando qual a melhor saída para essa ampliação.” Comentou Rogério Mendonça.

Susana Lima

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