Por: diario | 05/01/2018

O pró-reitor de Planejamento da Udesc, Leonardo Secchi (PSB), é um dos catarinenses aprovados pelo Projeto RenovaBR. Ele foi candidato a deputado estadual na última eleição, quando alcançou 8 mil votos. Outros quatro nomes são catarinenses, sendo eles, Adriana Dornelles, que atuou como coordenadora regional do Vem pra Rua em Mafra, e está em processo de filiação ao Partido Novo. Alisson Júlio, que foi candidato a vereador em Joinville em 2016, quando alcançou 1,7 mil votos, e é filiado a Rede. Arão Josino preside o PSD Jovem e tem um cargo de articulação política na Casa Civil do governo de Santa Catarina. Israel Rocha, coordenador da Fundação Mangabeira, ligada ao PSB.

De acordo com Secchi, o RenovaBR é uma seleção de lideranças políticas comprometidas com o espírito público e com a construção de uma nova política nos estados e no Brasil. “Iremos receber apoio para construção de uma alternativa política para Santa Catarina. Foram mais de 4 mil inscritos de todo o país e cerca de 100 pessoas apenas foram selecionadas. Muito orgulho de participar desse time de renovação da política brasileira”, comemora.

Com objetivo de implementar uma renovação na política, dando condições para que novos nomes disputem espaço, empresários e artistas de TV criaram o Renova BR. À frente da entidade está o empresário Eduardo Mufarej, presidente do grupo responsável pela gestão da Editora Saraiva.

Existem também rumores que o apresentador global Luciano Huck, o economista Armínio Fraga, o treinador de vôlei Bernardinho e a atriz Maitê Proença sejam cofinanciadores da ideia.

Cerca de 4 mil candidatos se submeteram a testes e entrevistas para estarem inseridos no programa. Apenas 100 nomes foram selecionados para receber bolsas, com valores que giram entre R$ 5 mil e R$ 8 mil, entre janeiro e julho de 2018, período pré-eleitoral, além de cursos de capacitação.

Os escolhidos têm perfil jovem, com perfil de centro e nunca ocuparam cargos eletivos. A intenção do projeto RenovaBR é possibilitar a estes aspirantes a cargos públicos, maiores condições de competir com os caciques que ocupam mandatos eletivos por vários anos.

Com a mini-reforma política aprovada no ano passado, as bolsas em período pré-eleitoral que serão recebidas pelos pré-candidatos, podem dar um fôlego financeiro em período em que a Legislação Eleitoral proíbe as doações empresariais.

Rafael Beling